Meu avô, um senhor muito sábio do interior, com as mãos
calejadas de enxada sempre dizia: Minha filha, você ainda vai encontrar
muita gente louca nessa vida. Aprenda a conviver com cada uma dessas pessoas e
você se dará bem. Ensinamento de vô é coisa séria.
Bom, nenhum vô meu é assim, gente, mas precisava dar uma credibilidade ao fato. Ele só esqueceu de falar que tem tipos de gente que eu nunca vou aprender a conviver.
Tenho trauma desse tipo de gente, sério. Porque Deus ama colocar esse tipo de
gente na minha nada mole vida. Funciona assim você conhece a pessoa no maior
estilo “Me olhou, te olhei, paquerou, paquerei e aí então bateu a química”. Dá o play e se comova com o drama.
O papo é
bom, o beijo é bom, o bofe é magya e dá inveja nas zinimiga, tem borboleta na
barriga, fireworks no maior estilo katy Perry, ta tudo correndo lindamente bem...
Mas "e de repente, mais do que de repente aquela criatura" some. Passa um dia, passa dois dias, uma semana, três, um mês e aí você percebe que ela realmente sumiu. Sim, sumiu.
Não teve briga, não teve
DR sem R, não teve mancada que justificasse, ela simplesmente SUMIU. Aí você fica naquela dúvida eterna: Meu DEUS,
o que eu fiz? Eu tenho bafo? To muito gorda? Eu tenho chulé? Eu falei mal da menina e a menina
era prima? Eu peguei o melhor amigo sem saber?
Porque eu tenho PAVOR de coisa mal resolvida, sabe? Quando você não sabe o que aconteceu. Sem sucesso na descoberta se joga no pote de
sorvete no maior estilo Bridget Jones.
Aí mil anos depois, quando você ta quase
perdendo a pança conquistada pela overdose de sorvete a pessoa aparece do nada
e diz: Sumida heim?






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